Entrevista a Afonso Gonçalves, movimento "Reconquista"
Por Filipe Carvalho
Introdução
É com acrescida honra e um profundo sentido de responsabilidade histórica que damos as boas-vindas a Afonso Gonçalves, o jovem e audaz fundador da Reconquista. Numa época marcada pelo desenraizamento cultural e pela erosão sistemática das nossas instituições, surge uma voz dissidente que recusa submeter-se à fatalidade do declínio nacional. Fundada a 21 de Outubro de 2023, a Reconquista nasce da síntese perfeita entre os valores Tradicionais, o Nacionalismo e o Populismo, afirmando-se não apenas como um movimento político apartidário, mas como a mais vital força de mudança cultural e de influência política na actualidade.
Afonso Gonçalves personifica a liderança de uma nova geração que assumiu a missão de despertar a elite dormente nacional e mobilizar a juventude patriota. Sob o lema inegociável de "PELA PÁTRIA LUTAR", o seu manifesto ergue-se firmemente sobre três pilares sagrados: a Pátria, na salvaguarda intransigente da identidade etno-cultural portugueza; a Identidade, na defesa perene dos valores familiares e sociais tradicionais; e o Futuro, na exigência legítima de instituições que projectem o verdadeiro interesse do Estado-Nação.
Mais do que apontar os graves problemas demográficos que assolam a Europa, Afonso Gonçalves assume o arrojo de propor soluções concretas e estruturadas. É através do conceito da Remigração — aqui livre dos espantalhos ideológicos e das narrativas eivadas de cobardia que pretendem asfixiar o debate — que se desenha o caminho para a inversão progressiva e voluntária dos fluxos migratórios de substituição. Trata-se de um conjunto coerente de políticas fiscais, económicas, judiciais e diplomáticas concebido com um propósito nobre: garantir que Portugal seja devolvido aos seus legítimos herdeiros, reconquistando a paz, a segurança e a liberdade.
Iniciamos, assim, uma conversa franca com o homem que escolheu combater a estrangeirização da pátria portugueza e liderar o resgate da nossa matriz histórica.
A Entrevista: Parte I — O Despertar da Pátria Pergunta: Afonso, a introdução do vosso manifesto evoca a urgência de acordar uma "elite dormente" e mobilizar a juventude. Olhando para o panorama actual de Portugal, onde muitos jovens optam pela apatia ou pela emigração, qual foi o estalo que o fez recusar o conformismo e fundar a Reconquista a 21 de Outubro de 2023?Afonso Gonçalves: Desde criança sempre tive uma mentalidade e um espírito bastante inconformista e nunca me resignei perante injustiças, perante crimes e perante traições, momentos e situações que achava injustos e erradas do ponto de vista moral.
Considero que a maior das traições e o maior dos crimes foi a invasão migratória a que se submeteu o povo Portuguez contra a sua vontade, pela calada da noite, de uma forma altamente organizada, sistemática, planeada e concertada, tanto do ponto de vista intelectual como jurídico, político e cultural.
Considero ainda que esse processo configurou um verdadeiro crime contra a identidade e a própria existência da nossa nação, um crime de proporções bíblicas. Perceber essa dinâmica gerou em mim uma enorme revolta, no sentido positivo de querer mudar as coisas, e uma enorme força de vontade de vingar esse crime e essa traição histórica que foi imposta ao nosso povo contra a sua vontade e de forma escondida e maquiavélica.
Assim, esse meu espírito de inconformismo, conjugado com o meu patriotismo, despoletou em mim uma enorme vontade de fazer a diferença e de lutar pela minha Pátria e precipitou o início de uma luta que sempre senti, no fundo, que iria levar a cabo, mas que foi acelerada por essa crise imigratória que começou em 2021/2022 e que me fez verdadeiramente querer entregar a minha vida a esta missão.
Pergunta: O vosso primeiro pilar, a Pátria, assume explicitamente a defesa da identidade "etno-cultural portugueza". Num debate público dominado pelo relativismo, onde a própria definição de ser português é diluída pelas narrativas oficiais, como define esta herança que a Reconquista se propõe salvaguardar e porque é que a ancestralidade é indissociável do futuro da Nação?
Afonso Gonçalves: A Reconquista define a herança da Portugalidade como uma realidade étnica e cultural. E mais do que isso, também uma realidade histórica, uma realidade ancestral e uma realidade espiritual, cuja defesa é um imperativo moral para todos aqueles que são Portuguezes, porque ser Portuguez significa ser patriota e ser patriota significa querer lutar pelo país.
A nossa identidade foi toda ela forjada na luta pela sua própria existência e pela independência e especificidade etno-cultural do nosso povo. Foi esta luta que marcou os nove séculos da nossa história enquanto país. E propomos salvaguardá-la porque sem Portuguezes não há Portugal.
E como último motivo, talvez mais importante do que todos os outros, evitar que este rejuvenescimento nacional, esta revitalização do patriotismo Portuguez e esta nova onda de força e dinâmica de reivindicações nacionalistas, evitar que esta força seja canalizada e utilizada para o apelo e o apoio a meias soluções, a exercícios retóricos vazios ou a propostas incompletas ou ineficazes. Portanto, são estas as três principais razões que me levaram à escrita do livro. Em relação às reações que tenho recolhido junto de leitores, tenho percebido que o livro tem sido do agrado de toda a gente que leu até agora, tenho recebido bastantes elogios. Considero ainda que o livro tem uma característica de ser compreendido de forma transversal por um público mais letrado e politizado, mas também por um público de menor conhecimento técnico, jurídico ou político, mas com igual interesse nos temas.
Pergunta: O movimento afirma-se orgulhosamente como apartidário, focando-se naquilo a que chamam de "mudança cultural e influência política". Para aqueles que ainda acreditam que a mudança só se faz através do boletim de voto e dos partidos tradicionais, qual é a eficácia desta vossa abordagem metapolítica? Como é que se reconquista um país através da cultura antes de o fazer através do parlamento?
Afonso Gonçalves: A nossa abordagem meta-política procura influenciar, acima de tudo, as reivindicações populares e, nessa medida, forçar indiretamente os partidos, nomeadamente os partidos do âmbito nacionalista ou populista, a ajustarem a sua retórica e as suas propostas àquilo que são as reivindicações populares. É importante, na nossa perspetiva, esse é o nosso entendimento da atividade metapolítica. Acreditamos que este trabalho é fundamental porque sem uma mudança cultural, como referiu na pergunta, que esteja na base e da qual decorram futuras mudanças políticas, quaisquer eventuais mudanças políticas serão efémeras e facilmente erradicadas pela mudança conjuntural dos ventos políticos no futuro. E por isso acreditamos que o substrato cultural é a base fundacional que é imprescindível para que as outras alterações políticas e legislativas sejam sólidas e sustentadas. E nesse sentido, acreditamos que através da exposição e da denúncia daquilo que está a acontecer no nosso país e da promoção e da defesa de soluções para esses problemas, acreditamos que iremos influenciar os agentes políticos de uma forma complexa e diria tridimensional. Primeiro, preparando uma geração de jovens para serem cada vez mais politizados e mais nacionalistas. Segundo, influenciando os partidos a oferecerem uma proposta política mais de acordo com as reivindicações do eleitorado. E terceiro, preparando o eleitorado para perceber melhor essas modificações. E portanto esta é a nossa abordagem.
A Entrevista: Parte II — O Manifesto Escrito: "Remigração: Como Salvar Portugal"
Pergunta: Afonso, a sua mais recente obra, "Remigração: Como Salvar Portugal", surge no mercado editorial não apenas como um livro, mas como um verdadeiro manual de sobrevivência nacional e um manifesto de ruptura com o status quo. Numa altura em que o debate sobre as alterações demográficas é fortemente condicionado nas instâncias académicas e mediáticas, qual foi a urgência principal que o moveu a passar o vosso programa ideológico para o papel e que reacções tem recolhido junto dos leitores que procuram uma alternativa àquilo que define como a destruição da nossa cultura?
Afonso Gonçalves: Aquilo que me moveu a passar o programa ideológico para o papel foram acima de tudo três motivos principais. Querer dar um substrato ideológico e uma fundamentação técnica às pessoas que apoiam o meu projeto, o meu movimento e a minha causa, para conseguirem defender e promover a nossa mundivisão e as nossas propostas de forma mais eficaz. Segundo, garantir um corpo mais claramente identificado àquilo que é a nossa matriz ideológica e programática e às propostas que defendemos, para que o público no geral e os intervenientes políticos possam saber aquilo que efetivamente defendemos e porque propomos a Remigração e como a propomos implementar e quais os seus benefícios.
Pergunta: Ao longo das páginas do livro, o Afonso faz questão de desmistificar a palavra "Remigração", limpando-a dos preconceitos e dos "espantalhos" da oposição para a apresentar como uma solução estruturada através de vias fiscais, judiciais e diplomáticas. Para o leitor que pega na obra pela primeira vez e que foi educado sob o dogma de que as fronteiras abertas são inevitáveis, como é que o livro demonstra a viabilidade prática e humanista de incentivar o retorno progressivo e voluntário das populações imigrantes aos seus países de origem?
Afonso Gonçalves: O livro propõe uma transversalidade de argumentos para justificar a minha proposta, desde argumentos económicos, argumentos políticos e argumentos morais, sempre garantindo duas premissas base:
1) Que os argumentos são apresentados de forma flexível para poderem ser entendidos e percebidos, ainda que não tenham concordância, pelo menos que sejam percebidos por pessoas de diferentes graus de concordância com as minhas ideias.
2) Fundamentação jurídica, no sentido em que as propostas são juridicamente fundamentadas e são sempre propostas, se não de acordo pleno com a presente Constituição e enquadramento jurídico, pelo menos de acordo com propostas de ajuste constitucional bastante legítimas e que até já têm sido promovidas por outros partidos.
Na minha perspetiva, os argumentos que apresento são irrefutáveis, desde os morais, aos políticos, aos económicos, etc., e por isso, muito provavelmente, o livro será mais alvo de censura e de silenciamento do que de debate e de análise honesta, autêntica e genuína.
Pergunta: Na conclusão da sua obra, fica evidente que o livro se dirige em particular à juventude e à "elite dormente" que mencionámos na introdução. Como pensa utilizar este documento escrito para lá da leitura individual? Encara-o como uma ferramenta de formação doutrinária para a militância da Reconquista e para a edificação de uma nova liderança cultural em Portugal?
Afonso Gonçalves: Eu considero que este documento escrito, mais do que um livro para leitura individual e para recriação intelectual, é um verdadeiro chamamento, é um verdadeiro desafio a uma nova elite nacional que nós devemos criar e desenvolver, e também a todos aqueles que se consideram patriotas inconformados. E mais do que um desafio a essa comunidade patriótica, eu considero que o livro poderá ser um marco histórico na luta do povo Portuguez pela reconquista da sua própria terra e para que o país dos seus ancestrais, lhes seja devolvido.
Considero que este livro pode ser uma referência política e um vértice fundamental nessa luta e que aqueles que o leiam e compreendam estarão plenamente aptos a participar dos esforços geracionais com que Deus incumbiu e responsabilizou a nossa geração.
É com acrescida honra e um profundo sentido de responsabilidade histórica que damos as boas-vindas a Afonso Gonçalves, o jovem e audaz fundador da Reconquista. Numa época marcada pelo desenraizamento cultural e pela erosão sistemática das nossas instituições, surge uma voz dissidente que recusa submeter-se à fatalidade do declínio nacional. Fundada a 21 de Outubro de 2023, a Reconquista nasce da síntese perfeita entre os valores Tradicionais, o Nacionalismo e o Populismo, afirmando-se não apenas como um movimento político apartidário, mas como a mais vital força de mudança cultural e de influência política na actualidade.
Afonso Gonçalves personifica a liderança de uma nova geração que assumiu a missão de despertar a elite dormente nacional e mobilizar a juventude patriota. Sob o lema inegociável de "PELA PÁTRIA LUTAR", o seu manifesto ergue-se firmemente sobre três pilares sagrados: a Pátria, na salvaguarda intransigente da identidade etno-cultural portugueza; a Identidade, na defesa perene dos valores familiares e sociais tradicionais; e o Futuro, na exigência legítima de instituições que projectem o verdadeiro interesse do Estado-Nação.
Mais do que apontar os graves problemas demográficos que assolam a Europa, Afonso Gonçalves assume o arrojo de propor soluções concretas e estruturadas. É através do conceito da Remigração — aqui livre dos espantalhos ideológicos e das narrativas eivadas de cobardia que pretendem asfixiar o debate — que se desenha o caminho para a inversão progressiva e voluntária dos fluxos migratórios de substituição. Trata-se de um conjunto coerente de políticas fiscais, económicas, judiciais e diplomáticas concebido com um propósito nobre: garantir que Portugal seja devolvido aos seus legítimos herdeiros, reconquistando a paz, a segurança e a liberdade.
Iniciamos, assim, uma conversa franca com o homem que escolheu combater a estrangeirização da pátria portugueza e liderar o resgate da nossa matriz histórica.
A Entrevista: Parte I — O Despertar da Pátria Pergunta: Afonso, a introdução do vosso manifesto evoca a urgência de acordar uma "elite dormente" e mobilizar a juventude. Olhando para o panorama actual de Portugal, onde muitos jovens optam pela apatia ou pela emigração, qual foi o estalo que o fez recusar o conformismo e fundar a Reconquista a 21 de Outubro de 2023?Afonso Gonçalves: Desde criança sempre tive uma mentalidade e um espírito bastante inconformista e nunca me resignei perante injustiças, perante crimes e perante traições, momentos e situações que achava injustos e erradas do ponto de vista moral.
Considero que a maior das traições e o maior dos crimes foi a invasão migratória a que se submeteu o povo Portuguez contra a sua vontade, pela calada da noite, de uma forma altamente organizada, sistemática, planeada e concertada, tanto do ponto de vista intelectual como jurídico, político e cultural.
Considero ainda que esse processo configurou um verdadeiro crime contra a identidade e a própria existência da nossa nação, um crime de proporções bíblicas. Perceber essa dinâmica gerou em mim uma enorme revolta, no sentido positivo de querer mudar as coisas, e uma enorme força de vontade de vingar esse crime e essa traição histórica que foi imposta ao nosso povo contra a sua vontade e de forma escondida e maquiavélica.
Assim, esse meu espírito de inconformismo, conjugado com o meu patriotismo, despoletou em mim uma enorme vontade de fazer a diferença e de lutar pela minha Pátria e precipitou o início de uma luta que sempre senti, no fundo, que iria levar a cabo, mas que foi acelerada por essa crise imigratória que começou em 2021/2022 e que me fez verdadeiramente querer entregar a minha vida a esta missão.
Pergunta: O vosso primeiro pilar, a Pátria, assume explicitamente a defesa da identidade "etno-cultural portugueza". Num debate público dominado pelo relativismo, onde a própria definição de ser português é diluída pelas narrativas oficiais, como define esta herança que a Reconquista se propõe salvaguardar e porque é que a ancestralidade é indissociável do futuro da Nação?
Afonso Gonçalves: A Reconquista define a herança da Portugalidade como uma realidade étnica e cultural. E mais do que isso, também uma realidade histórica, uma realidade ancestral e uma realidade espiritual, cuja defesa é um imperativo moral para todos aqueles que são Portuguezes, porque ser Portuguez significa ser patriota e ser patriota significa querer lutar pelo país.
A nossa identidade foi toda ela forjada na luta pela sua própria existência e pela independência e especificidade etno-cultural do nosso povo. Foi esta luta que marcou os nove séculos da nossa história enquanto país. E propomos salvaguardá-la porque sem Portuguezes não há Portugal.
E como último motivo, talvez mais importante do que todos os outros, evitar que este rejuvenescimento nacional, esta revitalização do patriotismo Portuguez e esta nova onda de força e dinâmica de reivindicações nacionalistas, evitar que esta força seja canalizada e utilizada para o apelo e o apoio a meias soluções, a exercícios retóricos vazios ou a propostas incompletas ou ineficazes. Portanto, são estas as três principais razões que me levaram à escrita do livro. Em relação às reações que tenho recolhido junto de leitores, tenho percebido que o livro tem sido do agrado de toda a gente que leu até agora, tenho recebido bastantes elogios. Considero ainda que o livro tem uma característica de ser compreendido de forma transversal por um público mais letrado e politizado, mas também por um público de menor conhecimento técnico, jurídico ou político, mas com igual interesse nos temas.
Pergunta: O movimento afirma-se orgulhosamente como apartidário, focando-se naquilo a que chamam de "mudança cultural e influência política". Para aqueles que ainda acreditam que a mudança só se faz através do boletim de voto e dos partidos tradicionais, qual é a eficácia desta vossa abordagem metapolítica? Como é que se reconquista um país através da cultura antes de o fazer através do parlamento?
Afonso Gonçalves: A nossa abordagem meta-política procura influenciar, acima de tudo, as reivindicações populares e, nessa medida, forçar indiretamente os partidos, nomeadamente os partidos do âmbito nacionalista ou populista, a ajustarem a sua retórica e as suas propostas àquilo que são as reivindicações populares. É importante, na nossa perspetiva, esse é o nosso entendimento da atividade metapolítica. Acreditamos que este trabalho é fundamental porque sem uma mudança cultural, como referiu na pergunta, que esteja na base e da qual decorram futuras mudanças políticas, quaisquer eventuais mudanças políticas serão efémeras e facilmente erradicadas pela mudança conjuntural dos ventos políticos no futuro. E por isso acreditamos que o substrato cultural é a base fundacional que é imprescindível para que as outras alterações políticas e legislativas sejam sólidas e sustentadas. E nesse sentido, acreditamos que através da exposição e da denúncia daquilo que está a acontecer no nosso país e da promoção e da defesa de soluções para esses problemas, acreditamos que iremos influenciar os agentes políticos de uma forma complexa e diria tridimensional. Primeiro, preparando uma geração de jovens para serem cada vez mais politizados e mais nacionalistas. Segundo, influenciando os partidos a oferecerem uma proposta política mais de acordo com as reivindicações do eleitorado. E terceiro, preparando o eleitorado para perceber melhor essas modificações. E portanto esta é a nossa abordagem.
A Entrevista: Parte II — O Manifesto Escrito: "Remigração: Como Salvar Portugal"
Pergunta: Afonso, a sua mais recente obra, "Remigração: Como Salvar Portugal", surge no mercado editorial não apenas como um livro, mas como um verdadeiro manual de sobrevivência nacional e um manifesto de ruptura com o status quo. Numa altura em que o debate sobre as alterações demográficas é fortemente condicionado nas instâncias académicas e mediáticas, qual foi a urgência principal que o moveu a passar o vosso programa ideológico para o papel e que reacções tem recolhido junto dos leitores que procuram uma alternativa àquilo que define como a destruição da nossa cultura?
Afonso Gonçalves: Aquilo que me moveu a passar o programa ideológico para o papel foram acima de tudo três motivos principais. Querer dar um substrato ideológico e uma fundamentação técnica às pessoas que apoiam o meu projeto, o meu movimento e a minha causa, para conseguirem defender e promover a nossa mundivisão e as nossas propostas de forma mais eficaz. Segundo, garantir um corpo mais claramente identificado àquilo que é a nossa matriz ideológica e programática e às propostas que defendemos, para que o público no geral e os intervenientes políticos possam saber aquilo que efetivamente defendemos e porque propomos a Remigração e como a propomos implementar e quais os seus benefícios.
Pergunta: Ao longo das páginas do livro, o Afonso faz questão de desmistificar a palavra "Remigração", limpando-a dos preconceitos e dos "espantalhos" da oposição para a apresentar como uma solução estruturada através de vias fiscais, judiciais e diplomáticas. Para o leitor que pega na obra pela primeira vez e que foi educado sob o dogma de que as fronteiras abertas são inevitáveis, como é que o livro demonstra a viabilidade prática e humanista de incentivar o retorno progressivo e voluntário das populações imigrantes aos seus países de origem?
Afonso Gonçalves: O livro propõe uma transversalidade de argumentos para justificar a minha proposta, desde argumentos económicos, argumentos políticos e argumentos morais, sempre garantindo duas premissas base:
1) Que os argumentos são apresentados de forma flexível para poderem ser entendidos e percebidos, ainda que não tenham concordância, pelo menos que sejam percebidos por pessoas de diferentes graus de concordância com as minhas ideias.
2) Fundamentação jurídica, no sentido em que as propostas são juridicamente fundamentadas e são sempre propostas, se não de acordo pleno com a presente Constituição e enquadramento jurídico, pelo menos de acordo com propostas de ajuste constitucional bastante legítimas e que até já têm sido promovidas por outros partidos.
Na minha perspetiva, os argumentos que apresento são irrefutáveis, desde os morais, aos políticos, aos económicos, etc., e por isso, muito provavelmente, o livro será mais alvo de censura e de silenciamento do que de debate e de análise honesta, autêntica e genuína.
Pergunta: Na conclusão da sua obra, fica evidente que o livro se dirige em particular à juventude e à "elite dormente" que mencionámos na introdução. Como pensa utilizar este documento escrito para lá da leitura individual? Encara-o como uma ferramenta de formação doutrinária para a militância da Reconquista e para a edificação de uma nova liderança cultural em Portugal?
Afonso Gonçalves: Eu considero que este documento escrito, mais do que um livro para leitura individual e para recriação intelectual, é um verdadeiro chamamento, é um verdadeiro desafio a uma nova elite nacional que nós devemos criar e desenvolver, e também a todos aqueles que se consideram patriotas inconformados. E mais do que um desafio a essa comunidade patriótica, eu considero que o livro poderá ser um marco histórico na luta do povo Portuguez pela reconquista da sua própria terra e para que o país dos seus ancestrais, lhes seja devolvido.
Considero que este livro pode ser uma referência política e um vértice fundamental nessa luta e que aqueles que o leiam e compreendam estarão plenamente aptos a participar dos esforços geracionais com que Deus incumbiu e responsabilizou a nossa geração.