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"Francisco Rolão Preto, o fascista que Soares condecorou" in Dextravox

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Francisco Rolão Preto, o fascista que Soares condecorou A figura de Francisco Rolão Preto permanece, ainda hoje, como uma das mais desconcertantes e mal compreendidas da história política portuguesa do século XX. Não por falta de documentação ou testemunho, mas porque a sua trajectória resiste às simplificações ideológicas que frequentemente estruturam a memória histórica. Entre o impulso revolucionário e a fidelidade à tradição, entre a tentação fascista e a posterior dissidência anti-salazarista, Rolão Preto encarna um drama ainda mais vasto: o da própria identidade das direitas portuguesas na modernidade. Para compreender esta figura, é indispensável situá-la no quadro da crise do liberalismo que marcou a Europa de entre-guerras. A derrocada das instituições parlamentares, a instabilidade social e a ameaça do bolchevismo criaram o terreno fértil para quaisquer experiências políticas que procurassem ultrapassar a dicotomia entre o liberalismo e o socialismo. Neste context...

"Migrações em massa" in Observador

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"Migrações em massa" Entre os fenómenos mais marcantes da contemporaneidade, poucos suscitam tantas tensões quanto o das migrações em larga escala. Mais do que fluxos humanos episódicos, trata-se hoje de movimentos estruturais, impulsionados por factores económicos, políticos, demográficos e, em certos contextos, geopolíticos. O que outrora se manifestava como deslocações circunscritas e progressivas, ocorre agora num quadro de globalização acelerada, com impactos visíveis nas sociedades de acolhimento. A reflexão filosófica e sociológica não pode ignorar esta realidade. Reduzir o fenómeno migratório a estatísticas de emprego ou a cálculos financeiros é insuficiente. A questão é mais profunda: envolve identidade, coesão social e continuidade histórica. Como observa Alain de Benoist, não se trata apenas de quantificar entradas, mas de interrogar o significado cultural e civilizacional das transformações em curso. A questão central impõe-se, assim, de forma legítima...

"Liberdade, maldade e dissolução: uma reflexão sobre o homem contemporâneo" in Observador

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"Liberdade, maldade e dissolução: uma reflexão sobre o homem contemporâneo" O Homo Sapiens , este bípede erigido sob a insustentável leveza do Ser, vive acorrentado à miragem filosófica que lhe arroga simultaneamente a dignidade e a miséria da escolha. Desde Agostinho de Hipona que se proclama o livre-arbítrio como uma concessão divina: o mal não como substância, mas como privação do bem, fruto de uma vontade mal orientada. Uma dádiva, dizem, que nos eleva acima da pura mecanicidade da matéria. Mas que arquitectura perversa é esta que nos dota de liberdade para, invariavelmente, cairmos na abjecção? A maldade não é uma anomalia no tecido da Criação; é a sua constante mais estável e, paradoxalmente, a mais definidora daquilo a que chamamos liberdade. O relato do Gênesis não descreve apenas uma queda, mas a inauguração desta ambiguidade. A Árvore do Conhecimento não impõe uma proibição arbitrária; mas abre, antes, o campo da possibilidade. Onde antes havia inocê...

Violência e Democracia na Europa Contemporânea in "Dextravox" e "Observador "

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Violência e Democracia na Europa contemporânea A Europa contemporânea construiu para si própria a narrativa confortável de que a violência ideológica pertence ao passado; encerrada em arquivos, museus e documentários. Uma espécie de superstição moderna segundo a qual o progresso material e institucional teria domesticado, de forma definitiva, os impulsos mais destrutivos da acção política. É uma ideia elegante, porém, profundamente ingénua. Porque, do ponto de vista antropológico, a violência não é um acidente da história — é uma constante da condição humana. E é precisamente aqui que a Europa revela uma curiosa assimetria: condena a violência em abstracto, mas tende a relativizá-la quando esta se apresenta revestida de certas intenções morais. Os chamados "anos de chumbo" foram um laboratório claro dessa tensão.  Em Itália, as Brigadas Vermelhas não surgiram de um vazio, mas num ambiente intelectual onde a ruptura revolucionária era, em certos círculo...

Pedofilia e a cumplicidade legitimada in "Observador"

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​Pedofilia e a cumplicidade legitmada in "Observador " ​É necessário um estômago forte para analisar a promiscuidade intelectual que uniu as cátedras de Paris aos divãs da sexologia experimental. O que nos venderam como "vanguarda do pensamento" não foi mais do que uma tentativa arrogante de intelectualizar o instinto mais predatório e monstruoso do ser humano. Do divã parisiense de 1977 à ilha privada de Jeffrey Epstein, o fio condutor é um só: a arrogância de uma elite que, "decidiu" que o corpo da infância era o último território a ser conquistado, profanado e transformado em mercadoria. ​Tudo começou com a "Geração de 68", quando os sumos-sacerdotes do pensamento europeu decidiram que a moralidade era uma algema burguesa. Michel Foucault, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir não foram apenas filósofos; foram os cúmplices teóricos dos predadores. Ao assinarem o infame manifesto de 1977 no jorna...

" André Ventura contra o regime do desprezo" in Folha Nacional

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"André Ventura contra o regime do desprezo" Portugal nasceu contra a corrente. Contra a geografia, impérios e contra a prudência dos acomodados. Um país improvável, que durante séculos se assumiu como Nação. O globalismo, por outro lado, não precisou de canhões, mas de manipulações. Convenceu-nos de que a identidade é um excesso, que a soberania é algo grosseiro e que ter memória pode ser perigoso. Ensinou um Povo antigo a pedir desculpa por existir e, não ocupando territórios mas consciências, venceu-O pelo cansaço. Para executar esta transformação com eficácia, foi necessário um operador interno. Encontrou-se o "mercenário" ideal: o Partido Socialista. O PS não governa Portugal, gere-o. Gerindo expectativas e dependências; no fundo gerindo a decadência. É um aparelho não ideológico que sobrevive do "quanto pior melhor". Um regime de rotação onde o poder nunca sai do mesmo círculo e que apenas muda de lugar à mesa. Um sistema onde a incompetên...

"Pensar ofende?" in "Folha Nacional"

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"Pensar ofende?" ​A paisagem mediática contemporânea na Europa assiste a uma transformação preocupante, onde a censura não se manifesta apenas pela interdição directa, mas antes por uma mais subtil, mas implacável, exclusão e difamação sistemáticas. O foco deste novo "cordão sanitário" recai, particularmente, sobre os movimentos e pensadores identitários, os nacionalistas e, sobretudo, sobre a sua vertente de acção cultural e ideológica: a metapolítica. ​Os identitários, que advogam a preservação da identidade cultural, histórica e étnica dos povos europeus, e os nacionalistas, que pugnam pela soberania e pelos interesses da Nação acima de tudo, encontram-se hoje sob um assédio constante nos meios de comunicação em massa e para as massas. O que lhes é rejeitado não é apenas a sua acção política formal, mas sim a própria ideia que defendem. A sua linguagem, os seus símbolos e as suas propostas são frequentemente rotulados com pejorativos extre...