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"O paradoxo Israelita "

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O paradoxo Israelita Há uma questão que raramente é tratada com frieza intelectual no debate sobre Israel: até que ponto a memória do sofrimento histórico é um elemento legítimo de identidade nacional — e a partir de que momento se transforma em instrumento político? Comecemos pelo incontornável, o povo judeu foi alvo de perseguições seculares na Europa. Os judeus foram expulsos de Inglaterra em 1290, de Espanha em 1492, massacrados em pogroms no Leste europeu e, mais mediáticamente no século XX, severamente perseguidos na altura do Terceiro Reich . Ignorar factos que a História nos documenta é intelectualmente desonesto. Mas reconhecer um trauma histórico não significa suspender a análise crítica do presente. Israel nasce num contexto geopolítico convulso, após o colapso imperial otomano e a reorganização do Médio Oriente pelas potências europeias, com a legitimação política da Organização das Nações Unidas. Desde o primeiro dia, o Estado de Israel vive sob guerra ou ameaç...

Pedofilia e a cumplicidade legitimada in "Observador"

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​Pedofilia e a cumplicidade legitmada in "Observador " ​É necessário um estômago forte para analisar a promiscuidade intelectual que uniu as cátedras de Paris aos divãs da sexologia experimental. O que nos venderam como "vanguarda do pensamento" não foi mais do que uma tentativa arrogante de intelectualizar o instinto mais predatório e monstruoso do ser humano. Do divã parisiense de 1977 à ilha privada de Jeffrey Epstein, o fio condutor é um só: a arrogância de uma elite que, "decidiu" que o corpo da infância era o último território a ser conquistado, profanado e transformado em mercadoria. ​Tudo começou com a "Geração de 68", quando os sumos-sacerdotes do pensamento europeu decidiram que a moralidade era uma algema burguesa. Michel Foucault, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir não foram apenas filósofos; foram os cúmplices teóricos dos predadores. Ao assinarem o infame manifesto de 1977 no jorna...

" André Ventura contra o regime do desprezo" in Folha Nacional

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"André Ventura contra o regime do desprezo" Portugal nasceu contra a corrente. Contra a geografia, impérios e contra a prudência dos acomodados. Um país improvável, que durante séculos se assumiu como Nação. O globalismo, por outro lado, não precisou de canhões, mas de manipulações. Convenceu-nos de que a identidade é um excesso, que a soberania é algo grosseiro e que ter memória pode ser perigoso. Ensinou um Povo antigo a pedir desculpa por existir e, não ocupando territórios mas consciências, venceu-O pelo cansaço. Para executar esta transformação com eficácia, foi necessário um operador interno. Encontrou-se o "mercenário" ideal: o Partido Socialista. O PS não governa Portugal, gere-o. Gerindo expectativas e dependências; no fundo gerindo a decadência. É um aparelho não ideológico que sobrevive do "quanto pior melhor". Um regime de rotação onde o poder nunca sai do mesmo círculo e que apenas muda de lugar à mesa. Um sistema onde a incompetên...

VIRTUOSAMENTE (em solidariedade) - "AS CRÓNICAS PROIBIDAS"

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ÍNDICE  INTRODUÇÃO  1- "Fantasma a preto e branco" 2- "Europa meretriz" 3- "Jornalixo" 4- "Eu tenho um sonho: uma marcha negra e muda"​ 5- "Avante carneirada, avante!" 6- "Arte, vandalismo ou política?" 7- "Garantir um futuro de esperança para as próximas gerações" 8- "Migrações em massa"  9- "Corporativismo, o Kaizen europeu" 10- "Europa: o monstro retalhado" CONCLUSÃO  Introdução Virtuosamente - "Virtus: virtude, carácter (baseado em valores)" O blogue  Virtuosamente nasce da recusa do silêncio confortável. Não é um blogue de opinião ligeira, nem um exercício de escrita ornamental; é um espaço de fricção entre identidade, história e consciência. Aqui, escrever é um acto de posicionamento — não no sentido partidário do termo, mas no gesto mais profundo de dizer: "eu estou aqui, neste tempo, com esta herança, e não abdico de pensar a partir dela." Estas c...

"Pensar ofende?" in "Folha Nacional"

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"Pensar ofende?" ​A paisagem mediática contemporânea na Europa assiste a uma transformação preocupante, onde a censura não se manifesta apenas pela interdição directa, mas antes por uma mais subtil, mas implacável, exclusão e difamação sistemáticas. O foco deste novo "cordão sanitário" recai, particularmente, sobre os movimentos e pensadores identitários, os nacionalistas e, sobretudo, sobre a sua vertente de acção cultural e ideológica: a metapolítica. ​Os identitários, que advogam a preservação da identidade cultural, histórica e étnica dos povos europeus, e os nacionalistas, que pugnam pela soberania e pelos interesses da Nação acima de tudo, encontram-se hoje sob um assédio constante nos meios de comunicação em massa e para as massas. O que lhes é rejeitado não é apenas a sua acção política formal, mas sim a própria ideia que defendem. A sua linguagem, os seus símbolos e as suas propostas são frequentemente rotulados com pejorativos extre...

"Quem vê caras não vê burqas "

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Quem vê caras não vê burqas A recente aprovação na Assembleia da República de uma lei que proíbe o uso de vestimentas que ocultem integralmente o rosto, nomeadamente e em particular, o véu integral islâmico (burqa e niqab) , merece uma reflexão que oscila entre uma justificação relativamente compreensível e uma discussão algo mesquinha e "pequenina".  A lei pode ser compreensível e legítima, na medida em que aborda temas tão pertinentes como segurança e reconhecimento. Pese embora, essa mesma abordagem ter parecido desproporcional face à forma como se conduziu o debate; sempre muito centrado no "tecido sagrado" em vez de nos efeitos ou causas mais profundas das práticas de cobertura ou da condição das mulheres em contextos diversos. A lei pareceu focar-se mais no "que veste o rosto completamente" do que num debate profundo sobre integração, desigualdade, multiculturalismo, ou situações reais de coacção. Ou seja, o debate ficou mais superficial...

"Angola é que são elas"

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"Angola é que são elas" ​O que hoje se vive em Portugal não é apenas uma crise política ou económica; é um colapso civilizacional imposto por uma classe dirigente traidora e complexada. Livremo-nos do espartilho do politicamente correcto e exponhamos a conexão viciosa entre três flagelos contemporâneos: a subserviência histórica, a frivolidade política e a falência dos serviços essenciais. ​A candidatura bizarra de Manuel João Vieira à Presidência da República — o "candidato dos Ferraris e do vinho canalizado" — não é uma anedota, é o retrato cínico do nosso Estado. Vieira é a encarnação do niilismo político e a prova de que a República transformou a sua função mais solene num palco de pantomima. ​O sistema dá-lhe palco porque ouvi-lo prometer o que é impossível é menos perigoso do que o "populismo" de intervenção que denuncia a traição das elites. Ao ridicularizar o patriotismo e o debate sério, Vieira serve os interesses de quem quer manter o...