Pedofilia e a cumplicidade legitimada
Pedofilia e a cumplicidade legitmada
É necessário um estômago forte para analisar a promiscuidade intelectual que uniu as cátedras de Paris aos divãs da sexologia experimental. O que nos venderam como "vanguarda do pensamento" não foi mais do que uma tentativa arrogante de intelectualizar o instinto mais predatório e monstruoso do ser humano.
Do divã parisiense de 1977 à ilha privada de Jeffrey Epstein, o fio condutor é um só: a arrogância de uma elite que, "decidiu" que o corpo da infância era o último território a ser conquistado, profanado e transformado em mercadoria.
Tudo começou com a "Geração de 68", quando os sumos-sacerdotes do pensamento europeu decidiram que a moralidade era uma algema burguesa. Michel Foucault, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir não foram apenas filósofos; foram os cúmplices teóricos dos predadores. Ao assinarem o infame manifesto de 1977 no jornal Le Monde, alegando que "o direito da criança de dizer 'não' implica também o direito de dizer 'sim'", estas sumidades do pensamento existencialista não estavam a libertar o ser humano; esta elite académica tentou, naquele momento, transformar o crime em "libertação", usando a autoridade da tradicional universidade Sorbonne para anestesiar a consciência colectiva.
A par da filosofia, a sexologia de laboratório serviu de braço armado para esta subversão. John Money, o pai da ideologia de género, provou na sua obra (Venuses Penuses, 1986) que a ciência, quando desprovida de ética pode tornar-se perversa e monstruosa. A sua tese de que o contacto sexual entre gerações poderia ser "benigno" foi o prefácio intelectual para o que viríamos a testemunhar décadas depois.
Hoje, o veneno de 1977 foi higienizado e introduzido nas escolas sob a capa da "modernidade". O que Foucault e Money sonharam é hoje a cartilha oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da UNESCO. Através de directrizes que promovem a "sexualidade global" para crianças desde os 0 aos 4 anos, estas instituições rompem o véu da inocência sob o pretexto da "tolerância".
A União Europeia funciona como uma brigada de ataque, perseguindo nações soberanas — como a Hungria ou a Polónia — que ousam proteger as suas crianças da hipersexualização. Em Portugal, a infiltração de associações ideológicas nos currículos escolares é a prova de que o Estado abdicou do seu dever de preservar para se tornar um executor de modas antropológicas ditadas por lobbies globalistas.
Não há diferença substancial entre o filósofo que assina um manifesto pela "sexualidade infantil" e o bilionário que monta uma rede de tráfico de menores nas Caraíbas.
O caso Epstein é o espelho cáustico daquelas teorias académicas. Ali, o "consentimento" era comprado ou coagido, e o escândalo provou que a normalização da pedofilia não é um passo em frente na evolução humana, mas o derradeiro fetiche de uma classe que, tendo tudo, acredita que as leis da natureza e da decência não se lhe aplicam.
A elite intelectual que outrora escreveu textos "brilhantes" sobre a fluidez das idades é a bisavó ideológica da premissa nojenta de que o prazer do adulto soberano vale mais do que a alma de uma criança.
Esta violação planeada da "capacidade de escolha infantil" não é apenas tolerada, é activamente legitimada pela UNESCO, que instrui que a educação sexual deve promover a tomada de decisões "independentemente do estatuto legal ou consentimento parental" (UNESCO, 2018, International Technical Guidance on Sexuality Education, pág. 16), num ataque directo ao pátrio poder. A visão de Simone de Beauvoir, que afirmava ser a criança "um ser capaz de escolher os seus parceiros" (Beauvoir, S., 1977, Lettre ouverte à la commission de révision do code pénal), materializa-se agora nas directrizes da OMS, que prescrevem para crianças dos 0 aos 4 anos o ensino sobre o "prazer e o desfrute de tocar no próprio corpo" (OMS Europa, 2010, Standards for Sexuality Education in Europe, pág. 38). Finalmente, a desconstrução da identidade biológica por John Money, que defendia que a pedofilia poderia ser "benigna num contexto de afeição mútua" (Money, J., 1986, Venuses Penuses: Sexology, Sexosophy, and Exigency Theory), serve de alicerce para que a UNESCO defina que "O género é uma construção social... que se refere aos papéis, comportamentos e identidades que a sociedade considera apropriados."(UNESCO, 2018, op. cit., pág. 28), fragilizando a psique infantil perante a engenharia social globalista.
Partidos como o Fidesz na Hungria, o Lei e Justiça (PiS) na Polónia, e forças da nova direita como o Vox em Espanha ou o Chega em Portugal, têm liderado a carga contra a "pedocracia" de Bruxelas. Estes movimentos propõem o endurecimento drástico das penas, a introdução da castração química para reincidentes e a prisão perpétua efectiva para crimes contra menores. Para estas forças, a protecção da infância não é uma questão de "direitos humanos" abstractos, mas um imperativo de sobrevivência biológica e moral da Nação. Ao legislarem contra a propaganda de género nas escolas, estes partidos erguem uma barreira de contenção contra o legado de Foucault, reafirmando que, numa sociedade civilizada, o único tratamento possível para o predador é o isolamento absoluto e a punição exemplar que a gravidade do seu crime reclama.
Filipe Carvalho